Direção Inês Bogéa

Criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) – gerida pela Associação Pró-Dança – é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação já foi assistida por um público superior a 520 mil pessoas em 15 diferentes países, passando por mais 110 cidades, em mais de 580 apresentações.

CONFIRA AS TRÊS OBRAS QUE SERÃO APRESENTADAS

Indigo Rose (1998)

COREOGRAFIA E CENOGRAFIA: Jirí Kylián
ASSISTENTE DE COREOGRAFIA: Amos Ben-Tal
MÚSICAS: Robert Ashley (1930-2014), François Couperin (1668-1733), John Cage (1912-1992) e J. S. Bach (1685-1750)
FIGURINOS: Joke Visser
ILUMINAÇÃO ORIGINAL: Michael Simon
DESENHO DE LUZ (NOVO): Kees Tjebbes

Em Indigo Rose, o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê.

Grand Pas de Deux de Dom Quixote (2012)

COREOGRAFIA: SPCD a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910)
MÚSICA: Leon Minkus (1826-1917)
FIGURINOS: Tânia Agra
ILUMINAÇÃO: Wagner Freire
ESTREIA DA OBRA DE MARIUS PETIPA: 1869, ImperialBallet, Moscou, Rússia
ESTREIA PELA SPCD: 2012, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Goiânia, Brasil
DURAÇÃO: 10 minutos com 2 bailarinos

O Grand Pas de Deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais desta obra. Coreografado por Petipa, o balé Dom Quixote é baseado em um capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, filha do taberneiro.

GNAWA (2005)

COREOGRAFIA: Nacho Duato
REMONTAGEM: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013)
MÚSICA: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih, Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian
ORGANIZAÇÃO E PRODUÇÃO ORIGINAL: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Spain)
FIGURINO: Luis Devota e Modesto Lomba
ILUMINAÇÃO: Nicolás Fischtel
ESTREIA MUNDIAL: 2005, Hubbard Street Dance Chicago, Chicago
ESTREIA PELA SPCD: 2009, Teatro Sérgio Cardoso, São Paulo, Brasil
DURAÇÃO: 21 minutos com 14 bailarinos

Gnawa é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais – água, terra, fogo e ar – para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse de Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. Os gnawas são uma confraria mística adepta do islamismo, descendentes de ex-escravos e comerciantes do Sul e do centro da África, que se instalaram ao longo dos séculos no Norte daquele continente.